É, continuo com problemas técnicos... Mas agora a máquina é outra: meu organismo. Um sooooooonnnoooo... Comecei há 1 semana a tomar os medicamentos para o TOC. Na verdade, além dos 2 medicamentos q eu já ia tomar prá esse problema, ainda estou tomando mais um, prá controlar um Transtorno de Controle de Impulsos. "Só" isso tudo, rsrsss... O negócio mesmo é o sono.
Até q agora tá melhor. No começo foi horrível pq além da forte sonolência, tive dores de barriga (Ugh!). Quem me salvou foi minha sogra, q veio morar conosco prá me ajudar e dar assistência às minhas backianas enquanto eu dormia demais, rss... O engraçado era q as crianças, claro, sentiam falta minha, aí vinham querer me acordar, e minha sogra ia lá ralhar com elas, ela não deixa as crianças me acordarem de jeito nenhum! Me sinto até meio culpada às vzs... É pq sempre fiz tudo sozinha, principalmente em relação às meninas, é mto difícil prá mim ter q protelar seus cuidados... Sempre me foi... Mas a vida é assim, né, as vzs temos q passar por coisas prá aprender q não somos soberanos nem melhores q ninguém. Agora tenho q domar minha mania de controlar tudo e todos na marra, e baixar meu orgulho aprendendo a pedir ajuda. A vida é isso, né?
Hj, inclusive, estou postando da casa da minha mãe, já q minha sogra teve q voltar pro interior por uns dias (onde ela mora) prá resolver a vida q ela deixou lá. Não estava confiando em mim mesma sozinha em casa, resolvi vir prá cá. O engraçado é q é uma "dopada se escorando na outra", hahahaha... Qndo tô mto sonolenta, minha mãe aguenta a barra com as meninas, ela até faz questão. Mas tem a hora dos remédios dela fazerem efeito, aí tenho q me esforçar para q as meninas tbm não vão lá acordá-la. E assim a gente vai levando, compartilhando as meninas, as estórias da família, as medicações, sintomas e, claro, a sedação...
Às vzs ainda tenho medo. Uma vez li uma mulher q tinha TOC falar do mesmo medo do tratamento, e acho q é isso q estou sentindo. Afinal, vc passa a vida toda se refugiando em sistemas mentais, passam a ser quase como entidades familiares, e se por um lado há a alegria da esperança de viver melhor sem isso, por outro é difícil se desapegar. Outra coisa q me assustou no começo foi o medo de q os remédios (antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos) me transformassem em outra pessoa, meio bocó, q risse de tudo (pq, como diz a música, "rir de tudo é desespero"), achando graça e beleza em tudo, ou sentir vazio de sentimentos, enfim. Quero ainda me dar ao direito de me irritar, entristecer, aborrecer, enfim, tudo q todo ser humano faz tbm. Mas graça a Deus, conforme fui tomando os remédios vi q não era assim, continuo a mesma, só q mais tranquila (e sonada, rss). Outro medo era o risco da dependência dos medicamentos, de querer parar do nada (pq me dão esss coisas do nada) e não poder por causa das reações de abstinência... Bem, isso existe sim, mas prefiro não pensar nisso, senão me disparam ataques de ansiedade - é, eles ainda existem, mas sei q são precisos pelo menos mais uma semana de medicamentos prá começar a sentir isso indo embora...
Mas vamos às coisas boas: novas perspectivas! Minhas perturbações irão embora (nisso minha psiquiatra e terapeuta ajuda, sempre reafirmando), só eu persistir e perseverar no tratamento medicamentosos e psicológico. Tbm conheci outras pessoas na internet com os mesmos incômodos e tudo isso me aproximou da minha mãe. No começo minha mãe se sentiu mto mal por ter me "passado esses genes ruins", mas tenho "loucos" dos 2 lados da família. Nós acabamos conversando nos sentindo mais abertas prá falar dos nossos tratamentos, angústias e ela acabou me contando estória de parentes q tinham sim problemas, mas nunca foram levados a sério (até pq a psiquiatria sofria ainda mais preconceito q hj em dia). Alguns casos já desde o século retrasado... É sempre bom entender nossos familiares prá entender a nós mesmos. Por outro lado tbm é mto bom passar a compreender esses familiares, mesmo q tenha sido por sua experiência. A gente tem mania de criticar pessoas e atitudes, até q se vê em meio à situação. E é aí q vive a sabedoria das coisas: somos importantes, como um tijolinho q faz parte de um muro, no entanto, não passamos de um tijolinho. Nem mais bonito, nem mais funcional q outros tijolinhos. Tão importantes qnto.
Bem, mas saindo dessa parte "auto-ajuda", meu humor já melhorou mto! Qndo o sono permite, tenho brincado mto com as meninas! Nos olhos delas dá prá ler a alegria e o tanto de tempo em q deixei de curtir essas pqnas delícias da vida. A vida continua bela como antes, só q agora a tendência é seguir rumo a um belo equilíbrio (mas, claro, sem despersonalização). E vive la vie!
Bjks a todas! Shalom! ![]()



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